Nota de Imprensa

 

Lisboa, 20 de junho de 2017

 

A AES – Associação de Empresas de Segurança lamenta a greve convocada para os dias 24 e 25 de junho pelo SITAVA, um dos sindicatos que representa os Vigilantes Aeroportuários.

 

A AES foi sensível e deu resposta positiva a várias reivindicações comunicadas pelos trabalhadores ao longo do processo negocial. Essa postura construtiva permitiu chegar a um “acordo de princípio”  com quatro sindicatos, para um contrato coletivo de trabalho (CCT) que prevê condições diferenciadas que valorizam a carreira dos profissionais da segurança aeroportuária. Entre estas destacam-se:

– Criação de uma carreira profissional APA com categorias profissionais específicas,

– Aumentos salariais de 2,5%  em 2017 (faseados entre Maio e Outubro), acrescidos de 2% em Janeiro de 2018,

– Reorganização dos tempos trabalho para facilitar a conciliação da vida pessoal e profissional no regime de trabalho por turnos inerente à atividade (p. ex. garantindo um número mínimo de folgas consecutivas).

Este acordo de princípio, que abrangeu quatro sindicatos, traduz-se num novo CCT  que dignifica e valoriza a carreira dos profissionais da segurança aeroportuária, e representa um esforço significativo para as empresas associadas da AES. É um acordo equilibrado, e o acordo possível num contexto de dificuldade.

Adicionalmente, e atendendo a preocupações legítimas oportunamente transmitidas pelos trabalhadores, estão concluídas ou em fase de conclusão obras de ampliação e melhoramento das zonas de balneário e refeição, para adequar estes espaços ao crescimento da atividade nos últimos anos.

 

Lamentavelmente, o SITAVA mantém uma postura intransigente, traduzida em exigências manifestamente incomportáveis para a realidade do sector em 2017:

– Aumento salarial imediato de 7%

– Introdução de subsídios diversos (p. ex., turno e deslocação) no montante de 11% da massa salarial

– Progressões automáticas na carreira

– Diminuição do tempo efetivo de trabalho, que implicaria um reforço do quadro de pessoal de cerca de 12%

No total, as reivindicações do SITAVA que motivam esta greve, representariam um aumento de mais de 25% do custo de prestação do serviço até 2018.

Como é fácil de entender, tal aumento de custos seria não só incomportável para as empresas, como constituiria mesmo uma ameaça séria à sustentabilidade dos postos de trabalho no sector.

Esta postura de um único sindicato, agora traduzida no 3º pré-aviso de greve em 3 meses consecutivos, revela um profundo desconhecimento da realidade do sector, uma total insensibilidade às condições de sustentabilidade da profissão no médio prazo, e constitui um mau contributo para dignificar o sector da segurança privada aeroportuária.

A AES lamenta todos os transtornos que a greve venha a causar e reitera a sua disponibilidade para o diálogo num quadro de boa-fé negocial, mas sem nunca pôr em causa a sustentabilidade dos postos de trabalho na segurança privada no sector aeroportuário.

 

Sobre a AES

A AES – Associação de Empresas de Segurança é uma associação de empregadores, fundada em 1990, em cujo objeto estatutário se inscreve, designadamente, a promoção entre os associados e no seu setor de atividade, princípios de deontologia e ética profissionais, de respeito pela legislação aplicável e de respeito pela prática de concorrência leal e a realização de estudos ou outro tipo de atos que contribuam para o desenvolvimento do seu setor de atividade económica.

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