No dia 21 de março de 2017, foi publicado no Diário de Notícias, o artigo sobre «Polícias alertam para crimes graves na segurança privada». Transcrevemos alguns excertos da referida notícia: «Passado um ano, estão por cumprir as recomendações das autoridades para travar os problemas laborais do setor, na origem da criminalidade. O PCP questiona o Governo» […] «O PCP teve conhecimento do diagnóstico na semana passada, quando a PSP o publicou na sua página oficial, e ficou alarmado. “Pela abrangência e gravidade da informação transmitida, não pode ser ignorado”, escreve o deputado Jorge Machado no texto de introdução às perguntas que enviou ontem mesmo a Constança Urbano de Sousa. Os comunistas consideram que o relatório “suscita muitas preocupações”. “Além dos problemas de foro laboral, é referido um conjunto de problemas de ligação deste setor à atividade criminosa que importa apurar, investigar e combater”, escrevem. E questionam a ministra sobre o estado atual da situação e a execução das recomendações.” (…) «…Tendo em conta todas as operações de combate ao crime conhecidas e o reforço da fiscalização, o MAI considerou que a situação descrita no documento não mereceu “medidas excecionais de combate, face às ações bem sucedidas das forças de segurança”.

Rogério Alves, presidente da AES, não tem a mesma perceção, dada por quem está no terreno. “Reunimos na semana passada com a secretária de Estado da Administração Interna, Dra. Isabel Oneto, e o que nos foi dito é que as medidas que recomendámos estavam em fase de implementação”, garantiu ao DN. Uma delas, a criação de equipas mistas (com polícias e autoridades laborais e fiscais), que o ministério diz já estar a ser realizada, “só numa fase muito inicial”, diz Rogério Alves. “Um dos principais problemas, no nosso entender, na origem de todos os outros, é o trabalho não declarado, com a consequente fuga ao fisco e a concorrência desleal para quem cumpre. Não é livre concorrência, é batota”.»

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