A AES – Associação de Empresas de Segurança lamenta, publicamente, a greve convocada para os dias 27, 28 e 29 de dezembro pelo SITAVA, um dos sindicatos que representa os Vigilantes Aeroportuários.

Num contexto dificílimo para a atividade das empresas a AES tem dialogado com todos os parceiros sociais, incluindo o SITAVA, procurando alcançar um contrato coletivo, que concilie as reivindicações dos trabalhadores com as necessidades do setor, nomeadamente, em termos da melhoria da formação dos vigilantes, da atualização das condições salariais e, acima de tudo da preservação dos postos de trabalho.

Para um esclarecimento público cabal cumpre divulgar o seguinte:

A AES empenhou-se, de forma séria e comprometida, na negociação com o SITAVA. Nesse quadro aceitou um programa de trabalho intensivo, participando em 15 reuniões, mantidas desde o início de setembro. Ponderámos, devidamente, todas as propostas vindas do Sindicato, rejeitando apenas aquelas que seriam incomportáveis. Apresentámos, em alternativa, contrapropostas capazes de fazerem avançar o processo negocial e de viabilizar soluções mutuamente vantajosas.

Contudo:

A mais recente proposta apresentada pelo SITAVA em 16 de dezembro, acarretaria um acréscimo de custos para as empresas de segurança superior a 25% no ano de 2017 e a 36% nos dois anos seguintes. Um aumento de custos desta magnitude seria manifestamente insustentável para os operadores, sendo contrário ao interesse comum de preservação dos postos de trabalho neste setor.

A última proposta da AES – transmitida ao SITAVA em 22 de novembro – previa, nomeadamente: (i) a criação de novas categorias profissionais específicas da carreira de segurança aeroportuária; (ii) um aumento salarial de 2,4% para o ano de 2017; (iii) um aumento salarial para 2018 indexado ao IPC (que se prevê ser de 1,2%); (iv) assumiu, igualmente, uma aproximação relativamente a propostas apresentadas pelo SITAVA em diversas outras matérias.

O SITAVA manteve as propostas que acarretariam custos incomportáveis para as empresas, colocando em causa a sustentabilidade do emprego de mais de 1500 vigilantes aeroportuários. Um incremento de custo de mais de 35% em 2 anos não é viável para qualquer entidade empregadora, nem para os seus clientes, e não constitui uma posição razoável para promover um entendimento.

A AES lamenta todos os transtornos que a greve venha a causar, a quem escolheu este período festivo para viajar e se juntar aos seus familiares e reitera a sua disponibilidade para o diálogo, com vista à celebração de um acordo justo e exequível, que permita a valorização profissional do pessoal de segurança privado, mantendo a sustentabilidade dos respetivos postos de trabalho.

Sobre a AES

A AES – Associação de Empresas de Segurança é uma associação de empregadores, fundada em 1990, em cujo objeto estatutário se inscreve, designadamente, a promoção entre os associados e no seu setor de atividade, princípios de deontologia e ética profissionais, de respeito pela legislação aplicável e de respeito pela prática de concorrência leal e a realização de estudos ou outro tipo de atos que contribuam para o desenvolvimento do seu setor de atividade económica.

 

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