A AES – Associação de Empresas de Segurança defende a importância da continuação da utilização do numerário em tempos de crise, de forma a ninguém ser excluído de participar na reativação da atividade económica. Assim, importa esclarecer o seguinte:

  • Segundo as informações mais recentes do Banco Central Europeu, também reiteradas pelas autoridades de saúde internacionais e nacionais, as notas e moedas não representam um risco acrescido de transmissão do coronavírus quando comparadas com outras superfícies;
  • De forma a assegurar a segurança do manuseamento do dinheiro, o Banco Central Europeu tem trabalhado com os laboratórios mais proeminentes da Europa na produção de estudos sobre o coronavírus e a COVID-19.
  • Os dados mais recentes permitem concluir que o coronavírus sobrevive mais facilmente em superfícies metálicas do que em superfícies porosas como as das notas. Concluem também que o vírus tem taxas de transmissão superiores em superfícies planas, como o plástico, do que as verificadas na fibra das notas.
  • As recomendações de privilegiar meios de pagamento eletrónicos em detrimento da utilização do numerário afastam uma parte importante da população desprovida de conhecimentos técnicos ou de instrumentos que lhe permita aceder a esses métodos;
  • As notas e moedas são elementos de uso simples, familiar e generalizado que garantem ao cidadão mais vulnerável o acesso ao mais universal dos métodos de pagamento;
  • O numerário funciona sempre, em qualquer lugar, em qualquer momento, sem estar dependente de tecnologia;
  • O dinheiro é verdadeiramente universal e inclusivo, além de evitar a partilha online de informação pessoal tão apetecida por grupos de cibercriminosos;
  • O aumento da cibercriminalidade é um facto, ainda mais comprovado com o crescimento de 230 por cento registado em março pela Procuradoria-Geral da República.

É, por isso, fundamental privilegiar toda a informação disponível sobre esta matéria. O numerário está disponível a todos, independentemente do status social, capacidade financeira, idade, género ou nacionalidade.

Tanto comerciantes como consumidores devem continuar a usar o numerário, protegendo a economia e potenciando uma retoma económica mais célere.

Os governos, bancos centrais e demais instituições devem garantir que quem desejar pagar com dinheiro deve poder fazê-lo, livre de qualquer estigma.

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