• Digitalização da banca e dos métodos de pagamento discrimina interior do País e população com mais idade, além de potenciar criminalidade online
  • Empresas de segurança promovem ação de valorização do uso de numerário

Lisboa, 22 de abril de 2021

A AES – Associação das Empresas de Segurança alerta para os riscos da excessiva digitalização do dinheiro e do sistema bancário, que potenciam a discriminação da população idosa, das regiões do interior e fazem disparar os números da cibercriminalidade. De forma a valorizar a utilização do numerário, enquanto método de pagamento seguro e acessível a toda a população, a AES está a promover uma campanha que realça três elementos distintivos das notas e moedas: Resiliência, Universalidade e Segurança.

Nas carrinhas de transporte de valores, que garantem o acesso ao numerário em todas as ATM do País, circulam três mensagens para desmistificar a campanha de medo contra a utilização de notas e moedas promovida durante o último ano de pandemia.

A primeira – O dinheiro não fica offline – assenta no eixo da resiliência. As notas e moedas não deixam de funcionar se o sinal da internet for fraco, se faltar a eletricidade ou se as comunicações eletrónicas falharem. Muito menos se os bancos de dados forem corrompidos ou os aparelhos avariarem.

A segunda – O dinheiro é universal – reforça a certeza de que toda a população consegue e sabe usar notas e moedas, independentemente da idade, do grau de instrução ou da zona do País. É universal também porque pode ser utilizado sem recurso a tecnologias adicionais.

Por fim, – O dinheiro é seguro – demonstra que a utilização de notas e moedas não expõe publicamente qualquer dado pessoal do utilizador. Uma característica cada vez mais importante, face ao aumento vertiginoso da cibercriminalidade com a divulgação de informação pessoal por grupos de hackers.

Estas características são também realçadas no ‘Relatório da Emissão Monetária – 2020’ divulgado recentemente pelo Banco de Portugal: “O dinheiro, relativamente aos cartões bancários, por exemplo, disponibiliza, quatro benefícios: é seguro, é universalmente aceite, mantém a privacidade e garante inclusão social, fatores que se tornam ainda mais críticos em contexto de crise”.

No mesmo documento, o Banco de Portugal revela que “o valor global das notas em circulação cresceu 11% em 2020 o que, no contexto de crise, constitui um indício relevante da importância do numerário como reserva de valor, importando, por isso, salvaguardar o acesso da população ao mesmo”.

Isto, é tão ou mais importante quando, ao longo de mais de um ano de pandemia, se assistiu a uma campanha de desinformação sobre o numerário ser um fator de risco acrescido na transmissão do vírus da Covid’19.

“Quando se promovem métodos de pagamento, o numerário não pode ser preterido. As notas e moedas não ficam offline, nem excluem ninguém da sua utilização. Importa agora criar condições para combater os efeitos sociais e económicos provocados pela pandemia, mas isso só será possível se houver garantias de que o numerário continuará a ser o método de pagamento mais acessível a toda a população”, defende Rogério Alves, presidente da AES.

A campanha de valorização do numerário está prevista prolongar-se nos próximos meses, comprometendo-se a AES a continuar a defender o direito dos portugueses a terem livre acesso ao numerário, numa salutar convivência com os restantes métodos de pagamento.

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